Como Fazer uma Boa Redação e desenvolver bons temas

Ela está presente em concursos públicos e vestibulares. Veja como fazer uma boa redação.

Um dos grandes temores de quem vai prestar um concurso – seja para entrar na faculdade, seja para conquistar uma vaga no setor público – é a prova de redação. No entanto, com algumas dicas simples, fica fácil redigir um bom texto, de acordo com as exigências da banca examinadora.

A redação é uma necessidade em quase todas as profissões. Mesmo um simples memorando pode se tornar ininteligível se não seguir as regras da linguagem culta, estiver crivada de erros de grafia e concordância ou for muito prolixa.

Como Fazer uma Boa Redação

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Portanto, a primeira dica para fazer uma boa redação é ter conhecimento do idioma, manter o foco no tema proposto e ignorar palavras pouco usadas, especialmente quando não se sabe exatamente o significado dos termos; isto denota arrogância e falta de cultura.

Sejamos claros: uma boa redação é aquela que produz uma leitura prazerosa e transmite com exatidão as ideias e argumentos do autor. O hábito da leitura é fundamental: enriquece o vocabulário e familiariza o leitor com as regras gramaticais. A leitura de jornais e revistas atualiza informações e valoriza os textos.

Tipos de redação

Um texto pode ser brilhante e obedecer à estrutura de exposição, defesa e conclusão (começo, meio e fim), mas, se não atender à solicitação da prova, pode receber um belo zero. Quem escreve uma narração em lugar de uma dissertação pode estar perdendo uma excelente oportunidade de se destacar em um processo seletivo.

Na dissertação, o tema proposto deve ser debatido criticamente e confrontado com dados reais. A redação deve ser feita em termos objetivos e impessoais e o escritor precisa ter cuidado especial com a regência verbal. O padrão culto é imprescindível no desenvolvimento destes textos.

A narração permite que o tema seja apresentado mais livremente. Neste caso, os advérbios e verbos de ação são bem vindos. O escritor pode usar a primeira ou a terceira pessoa, mas deve tomar cuidado para que o personagem principal seja sempre “eu” ou “ele”.

A descrição é basicamente uma relação de atributos de um ente ou objeto. Trata-se de uma apresentação detalhada, em que as características principais quase sempre devem ser colocadas antes dos acessórios. Os examinadores podem querer investigar a criatividade ou a objetividade do escritor.

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Objetividade

Um exemplo simples: se o tema proposto é o racismo, uma boa redação deve evitar uma apresentação minuciosa das etnias humanas, ou utilizá-las de forma concisa, sem perder o foco. A gênese das etnias é bem vinda em um livro técnico, mas ocupa um espaço precioso em uma redação de 20 linhas.

A defesa de um tema deve primar pela identificação dos pontos principais da questão. Os rodeios e repetições denunciam a falta de conhecimento sobre o assunto. A fuga da proposta (por exemplo, ocupar metade do espaço de um texto sobre racismo para falar de solidariedade e fraternidade) é uma das melhores maneiras de não fazer uma boa redação.

Coerência

Umas das principais reclamações dos professores encarregados de corrigir redações de vestibulares e concursos públicos é a falta de coerência dos candidatos. Os argumentados são apresentados a esmo, sem nexo, sem relação entre causa e consequência.

Alguns modismos podem ser responsáveis pelo “naufrágio” de uma redação. Por exemplo, o emprego do famigerado “enfim”, que castiga os nossos olhos e ouvidos a cada minuto. Este fato é especialmente inadequado quando o “enfim” não finaliza nada, isto é , não apresenta nenhuma conclusão.

Clareza e simplicidade

São dois aspectos fundamentais para quem deseja fazer uma boa redação. Palavras rebuscadas, períodos muito longos e argumentações que beiram a masturbação mental incomodam o leitor, que tende a recusar qualquer informação transmitida, por mais evidente que ela seja.

A clareza de uma boa redação é verificada quando o texto apresenta uma tese, agrega alguns fatos paralelos para facilitar o entendimento, defende a opinião ou argumento e finaliza com a possibilidade de consulta (e confirmação) em outras fontes.

Redigindo

Para fazer uma boa redação, o planejamento é imprescindível. O candidato precisa organizar-se de acordo com o tempo disponível e dar início à atividade deixando que as principais ideias sobre o texto venham à tona.

O procedimento é simples: basta anotar todos os argumentos relacionados ao tema e, em seguida, classificá-los como “principais” e “acessórios”. Não é preciso utilizar todos eles – muitas vezes, isto nem é possível. O ideal é escolher quatro ou cinco pontos e, a partir deles, começar a construir o texto.

O rascunho pode servir como o esqueleto da redação. Indique os pontos que servem de apresentação, discussão e conclusão do tema e inclua os principais argumentos. Depois disto, releia o material produzido e exclua lugares comuns, posições incongruentes e contradições. Com esta revisão, é possível tornar o texto homogêneo.

Em seguida, é o momento da redação final. Uma boa dica é treinar em casa contra o relógio, procurando escrever textos no tempo estipulado pelo edital do concurso. A tarefa final é reler a redação em busca de eventuais erros – caso existam, basta eliminá-los com um traço simples, para não encher a página com rasuras: são elementos que dificultam a leitura.

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