Como Comprar Dólares para Investir e Viajar

Especialistas são unânimes em afirmar que dólar não é investimento. Confira como comprar dólares.

Com a moeda americana em disparada, muitas pessoas pensam em comprar dólares para investir e salvaguardar seu patrimônio.

No entanto, mesmo com a tendência de alta no médio prazo, já que a economia dos EUA dá fortes sinais de recuperação (os primeiros sinais foram as notícias de redução dos estímulos econômicos por parte do Federal Reserve, o Banco Central americano), a moeda estrangeira só deve ser adquirida para quem precisa dela para viajar (a negócios, lazer ou estudos) ou para cumprir compromissos ligados à importação e exportação. Isto ajuda o comprador a se proteger das oscilações da moeda.

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Nos casos em que a viagem não vá ocorrer imediatamente, não é necessário comprar todos os dólares que serão gastos no exterior: é possível fazer um plano mensal de aquisição (é melhor adquirir a moeda pelo preço médio da cotação do que tentar imaginar o que vai acontecer com a economia mundial nos próximos meses).

Seja como for, é preciso fazer um grande esforço para não realizar compras com cartões de crédito internacionais: a fatura, depois da “wonderful trip”, certamente chegará bem salgada, bem acima do valor estimado no momento da tomada da despesa.

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Como Comprar Dólares para Investir e Viajar?

Só devem comprar dólares as pessoas que têm despesas (como viagens) ou dívidas na moeda. Deve-se abandonar a ideia de comprar dólares diretamente como forma de aplicação financeira.

Quem, por qualquer motivo, precisa se proteger da alta do dólar pode investir em fundos cambiais, (investimentos em títulos relacionados à variação de preços em determinada moeda estrangeira). O investimento mínimo é de R$ 1 mil, mas corretoras podem exigir depósitos mais elevados.

É preciso tomar cuidado, já que muitos fundos cambiais se baseiam em um mix de moedas, e não apenas no dólar. Os cálculos vão além: o imposto de renda incidente sobre esta modalidade varia entre 15% e 22,5% do valor aplicado.

Outra possibilidade indireta de investir em dólares é a compra de minicontratos cambiais (ou minidólares). O investimento consiste em acordos entre a corretora e o investidor para compra e venda em prazos e preços prefixados, que podem ser negociados entre as partes.

Antes da aquisição, porém, é necessário verificar os custos de corretagem e de custódia e também os emolumentos.

Como já foi dito, dólar não é investimento. Ele oscila de acordo com o humor financeiro internacional e com as avaliações de economistas e empresas de consultoria.

A moeda americana não rende juros, nem dividendos. Em outras palavras, o dólar não é uma mercadoria – portanto, é incapaz de gerar riquezas por si só.

A tendência da economia brasileira é de aumento da inflação nos primeiros meses de 2015, o que indica desvalorização do real frente ao dólar. Vale lembrar que isto é apenas uma perspectiva, já que não há clarividentes no mercado financeiro.

Quem tem dólares guardados só deve pensar em vendê-los para obter lucro se não tiver planos de utilizá-los no curto prazo, em viagens ou compras em sites internacionais. Casas de câmbio compram moedas estrangeiras por um preço menor do que as vendem. Assim, o pretenso lucro pode ir pelo ralo.

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